segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cadeira vazia

























"Tua cadeira ainda está vazia..."
Cadeira de barbeiro, onde bandidos eram degolados em filmes da Máfia.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

terça-feira, 8 de novembro de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Silenciosa rua escura, escondida, úmida, poça no meio-fio,o céu cinza na poça, pássaro no céu. Depois da chuva, manhã silenciosa de domingo. Cantavam cigarras nas árvores. Árvores na rua silenciosa escura e úmida.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

























A miséria ainda rasteja no solo quente das ruas na Cidade Maravilhosa.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


Todas as manhãs, fizesse sol ou fizesse chuva,
Marcelino Adão saia bem cedo para ocupar seu posto na máquina de cortar toras na Serraria São José. Foi nessa mesma máquina que,há sete anos, Marcelino perdeu a mão direita num acidente quando recebeu a visita de sua filha mais nova que vinha lhe trazer o almoço espremido entre dois pratos enrolados num guardanapo, como era o costume naquele vale isolado entre as serras do Mendanha e de Gericinó. Foi um pequeno descuido, um segundo apenas, e aquela pequena e gorda mão jazia em meio a uma poça de sangue na serragem fina. Ainda se mexia.

Sua doce e amada filhinha, a preferida dentre os quatro, dois rapazes e duas meninas, que ele tivera com Dona Madalena, esposa dedicada e mãe amorosa, que viera a falecer decorrente de uma complicação no parto de Catarina. Era esse o nome da menina que nascera prematura e quase não vingara. Triste, culpada pela morte da mãe e agora, quis o destino, fosse o motivo de mais uma causa de dor para toda a família.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Gênesis

O Martírio de Abel.

domingo, 6 de dezembro de 2009


Enquanto os cães ladram a Caravana passa.

domingo, 13 de setembro de 2009



Jaquisson Perivaldo de novo. Mais uma vez argumentando em favor de seu amigo Wanderley.

No Manicômio de Engenho de Dentro numa tarde quente de sábado.

Na segunda-feira de carnes em Itaguaí.
Wanderley Difuntão em outra versão.
Novamente Macbeth. Agora o próprio mais a Lady.

terça-feira, 24 de junho de 2008

...mais de mil palhaços no salão...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Cabeças...
... o Rio corta muitas cabeças que apodrecem esquecidas na paisagem !

Máscara Negra

segunda-feira, 16 de junho de 2008


O antigo telefone enferrujado...
...da birosca do Nério, já não servia de auxílio aos moradores
daquele pequeno loteamento esquecido no tempo ao pé da monumental Serra do Mendanha.
As crianças morriam desnutridas,infectadas pela água do velho rio, sem forças para se porem de pé, riscando a poeira do chão como um compasso no sol escaldante.

terça-feira, 3 de junho de 2008


Jaquisson Perivaldo
trabalha embutindo restos de miudos de porco numa lojinha velha situada numa esquina da rua Quito, na Penha, para o orfanato de dona Guiomar.
Wanderlei Difuntão, que foi achado num saco de lixo perto do Curtume Carioca, esse pequeno ser esquisito sentado no carrinho, mora e vigia a lojinha à noite.
Com o pouco que ganha, Perivaldo compra comida e contrata profissionais do sexo para o seu amigo Wanderlei, mas algumas dessas mulheres preferem devolver o dinheiro a se deitar com tão repugnante criatura.

domingo, 27 de janeiro de 2008


...Uma das três bruxas,
a segunda, para ser exato, que...
previram ou influenciaram o destino de Macbeth ?

No Matadouro de Santa Cruz...
...a cinqüenta quilômetros do centro da velha cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro,
"a coisa", como era chamado Romeu, o pequeno homem disforme, que tinha a aparência de uma ave, encarregado de distribuir a carne para os compradores de domingo, guardava um terrível segredo :
As donas de casa, mães de família da pequena burguesia local, que se deslocavam para o pequeno açougue próximo ao matadouro,ainda cedinho, a fim de comprar o melhor pedaço de carne para preparar o almoço de seus homens - maridos e filhos que vinham do futebol com as roupas encharcadas de suor,e que tinham o hábito de lavar os pés no pequeno tanque do quintal antes de se sentarem à mesa.- jamais poderiam supor que a carne que alimentava os porcos que compunham os embutidos, iguaria mais apreciada nos almoços de domingo, era a dos mendigos e desocupados,sem parentesco ou ascendência local, que desapareciam misteriosamente à noite, garantindo assim a paz e a tranqüilidade daquele pequeno povoado.
Ainda me lembro dessa paz e tranqüilidade naquelas tardes de domingo, tantas alegrias...Eu era ainda criança e o mundo nunca me pareceu,depois, tão luminoso.As cores e a felicidade daquela vida ainda estão vivas na minha ....

O assassino da Cidade Fantasma!!
Waltércio, sétimo filho e único sobrevivente de uma família de católicos morta numa epidemia que dizimou a pequena região escondida no interior da mata atlântica brasileira,se alimenta dos corpos de suas vítimas inocentes. Inocentes que cruzam a Cidade Fantasma.
Waltércio tinha cinco anos quando a tragédia que se abateu sobre a cidade mudou o seu destino
transformando-o para sempre num pequeno animal humano, alienado de toda a vida cultural, sem lembranças do passado e sem vida interior, somente aquela que é concedida por Deus aos animais para que possam executar as atividades básicas que lhes garantem o sustento e a defesa do corpo.
Por instinto ou perversão, começou a caçar os gatos, os cães e, por fim, até os ratos, quando a caça de outras espécies tornava-se escassa, aos doze anos matou e comeu o primeiro inocente, uma menina de nove anos que se perdeu de uma família num piquenique, numa manhã da ensolarada primavera de 1983. Muitos outros crimes se seguiram a este quando...