quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


Todas as manhãs, fizesse sol ou fizesse chuva,
Marcelino Adão saia bem cedo para ocupar seu posto na máquina de cortar toras na Serraria São José. Foi nessa mesma máquina que,há sete anos, Marcelino perdeu a mão direita num acidente quando recebeu a visita de sua filha mais nova que vinha lhe trazer o almoço espremido entre dois pratos enrolados num guardanapo, como era o costume naquele vale isolado entre as serras do Mendanha e de Gericinó. Foi um pequeno descuido, um segundo apenas, e aquela pequena e gorda mão jazia em meio a uma poça de sangue na serragem fina. Ainda se mexia.

Sua doce e amada filhinha, a preferida dentre os quatro, dois rapazes e duas meninas, que ele tivera com Dona Madalena, esposa dedicada e mãe amorosa, que viera a falecer decorrente de uma complicação no parto de Catarina. Era esse o nome da menina que nascera prematura e quase não vingara. Triste, culpada pela morte da mãe e agora, quis o destino, fosse o motivo de mais uma causa de dor para toda a família.

5 comentários:

Luciano Feijão disse...

Continue postando novos desenhos, enquanto isso vou tentando descobrir como você faz essas texturas e esses tons de cinza...

Um grande abraço Lula!

Luciano Feijão

Armando Filipe disse...

Boa noite, Chamo me Armando vivo em Portugal, fui informado que você descende de Prudêncio Palomanes de A Xironda - Galicia Espanha,eu sou descendente também de prudêncio sou seu primo se for verdade, a informação gostaria que entra se em contacto comigo se pudere, Bombeiro_830@live.com.pt
espero que desculpe falar por aqui mas não tive outro meio, obrigada pela sua atenção.

andres casciani disse...

Maravillosos trabajos Lula!!! Admiro muchísimo tu obra, es realmente conmovedora!

TURCIOS disse...

M IESTIMADO MAESTRO LULA, TU MUNDO ARTÍSTICO ES IMPRESIONANTE. TUS ATMÓSFERAS Y FORMAS SON TODO UN NUEVO UNIVERSO .ABRAZO!

Darío Velasco disse...

Lindo trabalho, jovem.
Pura arte.
parabéns.